Uma das minhas amigas do coração vai casar no mês de junho. Amigas do coração merecem o nosso melhor traje, certo?
A propósito desse evento, ontem depois da escola fui com minha cria mais nova ver umas montras. Coisas de gajas. A pequena ia toda entusiasmada, pois se a mamã dela experimentasse roupa, ela poderia brincar dentro dos vestiários.
O roteiro incluiu apenas duas lojas. Na primeira, experimentei apenas um vestido cujo resultado, se pode traduzir na seguinte descrição de imagem:
Um saco de batatas daqueles de serrapilheira, com aspeto muito amarrotado.
[nada abonatório das minhas curvas e, portanto, com ligação direta ao suicídio da minha auto-estima]. Desisti de imediato e sai de lá numa velocidade super sónica.
Na segunda, a disposição da montra parecia indicar ser uma loja amiga da minha carteira. Ressalvo a minha interpretação, acrescentando alguns pormenores. A montra continha cuecas e meias [conseguem visualizar, certo?] que se encontravam amontoadas como se de uma feira se tratasse [nada contra as feiras!]. Entrámos. A senhora da loja ofereceu ajuda. Eu disse que procurava um vestido. Ela respondeu 'esteja à vontade'. E eu fiquei. Comecei à procura de padrões com que me identificasse e selecionei um alvo. Determinada e confiante, agarro no vestido e digo:
- Gosto deste. Posso experimentar?
- Olhe, mas isso é uma camisa de dormir.
[
envergonhada, mas não querendo dar a parte fraca para fugir logo daquele embaraço, ainda olhei para o resto da loja e verifiquei que o preço de todos os vestidos passava dos 150 euros. Porra!]
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| Tinha mais ou menos este padrão. |