A trama de hoje começa exatamente no dia do meu casamento.
Mesmo com 9 anos de namoro seria de esperar conhecer o M.C. tão bem como conheço as minhas unhas dos pés ou os dentes do ciso! Mas não foi bem assim...
A história de hoje não vai acabar em celebridade ou com gente famosa, mas sim dar a conhecer a essência e a natureza sensível do marido que escolhi em plena consciência e excelentes faculdades mentais, naquele dia de sol no final de Setembro de 2009.
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| Sensibilidade de um ogre...! |
Como em todos os casamentos.. são os pormenores que tornam a festa única e nossa. Nós, entre outras coisas, tínhamos um DJ cubano para por música, dançar e animar a tarde com coreografias (confesso...foi uma mariquice minha!).
Bom..mas antes de continuar deixem-me descrever um pouco como é o M.C.
Ora o M.C. é um rapaz muito calmo, nunca tem pressa...pode até estar a chover dentro de casa que a sua explicação para o problema é muito simples: "está a chover aqui dentro porque está a chover muito lá fora" (como se fosse normal chover dentro de casa!).
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| As leis de Newton não se aplicam neste caso. |
Nunca tem bem a certeza da quantidade de água para fazer o arroz, mas conhece todos os nomes e jogadores de futebol em Portugal, liga inglesa, liga espanhola...etc!
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| Exemplo de uma N.Sra de Fátima que brilha de noite. |
Adora ir ao supermercado para comprar queijo brie, fingers, chocolate côte d'Or, nutella, etc..(tudo top!)...mas se lhe pedir para comprar uma esfregona "boa" ele compra, segundo a sua noção de "bom" a de 0, 90 cent. em vez da vileda de 3,99 eur! Depois, quando confrontado com a situação e a evidência ser tão, mas tão óbvia, (que não deixa qualquer dúvida) sobre a relação qualidade/preço ainda tem o desplante de dizer que só havia daquelas ou então não viu as outras!
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| Oopss...! |
Bom..,voltando ao dia do casamento.
O almoço ainda não tinha sido servido, mas todos os convidados estavam sentados à espera da nossa entrada triunfal! E triunfal porque o DJ cubano iria por uma das "nossas" músicas dos
Violent Femmes quando entrássemos no espaço do repasto.
Tudo a postos. O chefe da sala vinha ao nosso lado a explicar-nos o que iria acontecer.
O M.C. vinha ao meu lado (pelo menos eu assim pensava).
O cubano esperava um sinal para começar. O chefe da sala distraiu-me com os pormenores. Dei sinal ao cubano, mas ele acenou com a cabeça. Primeiro não percebi lá muito bem, pois se já estava tudo sentado, porque não poderíamos entrar? As pessoas olhavam na expetativa da nossa entrada.
E eis que olho para o lado e me apercebo que estou sozinha!
Onde estava o M.C.? Perguntam e bem.
Na receção, junto da mesa, segurava um copo de imperial e encontrava-se a comer umas rodelinhas de chouriço, presunto e rissóis.
Dirijo-me a ele com cara de poucos amigos (mesmo vestida de noiva) e pergunto:
"Mas o que estás a fazer?!"
"A comer olha! Os outros já comeram e eu não posso, queres tu dizer-me? Eles esperam! Estou cheio de fome!"
...
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| Se calhar tinha ido a tempo. |