Ontem, numa festa de anos, alguém me chamou "mamã iogurte"! Gostei! Afinal eu faço justiça ao nome...o meu pequeno V. acorda todas as noites, mesmo com 3 anos, com fome e adivinhem o que me pede para comer?
Iogurtes!
domingo, 8 de fevereiro de 2015
sábado, 7 de fevereiro de 2015
Alguém quer uma ideia do que se pode fazer num sábado às 8h da manhã?
Acordar. Dar a comida à Mia & Sushi. Esquecer-se do saco das fraldas sujas da C. na rua e ao alcance dos donzelas caninas. Praguejar às 8h da matina. Limpar os vestígios da relva (contrariada, claro! ).
Entrar em casa e sorrir, pois hoje é sábado.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
"Dama, é na boa!"
Ter ido para a faculdade para Lisboa foi um grande desafio. Ser um bocadinho ingénua e ter vivido sempre numa aldeia pequena até aos 18 anos sem grandes loucuras e maluquices, não me foi propriamente abonatório à minha adaptação inicial.
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| Ora aqui está um desafio nada a ver com o meu. |
Pensar que a malta depois das aulas não ia fumar só uns cigarros ou que os convites para o cinema do sexo aposto não eram assim tão inocentes foi algo que fui descobrindo logo no primeiro ano. Nesse ano, não nos chamavam caloiros mas sim "vermes nojentos" e, nesse condição de verme, a única coisa que fazíamos era "baixar as hastes".
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| "Eles andam aí". Sim, andávamos por perto e sempre encostadinhos à parede de cabeça para baixo. |
Da praxe tenho algumas recordações...Vou relembrar três..
A primeira passou-se logo no dia da inscrição em que tive de subir a um pilar altíssimo gritar palavras menos simpáticas a um veterano que não conhecia (com os meus pais a assistir com cara de poucos amigos)!
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| Podia ser assim...mas não foi! |
A segunda foi vestir uma t-shirt durante uma semana e que, entre vários escritos simpáticos, constava: "apalpa-me o rabo" e "sou lésbica".
A terceira ocorreu no famoso dia do desfile. Nesse dia fomos todos em fila indiana (tipo jardim de infância) com as mãos nos "glúteos" (ou rabiosque, nádegas...como preferirem...) uns dos outros (ideias dos estudantes de E.física)! Para alguns isto era uma cena gira, mas para mim era um sacrifício enorme!
Ora quando ninguém estava a ver, eu tirava logo a mão do fundo das costas do colega... mas o meu par era um bocadinho esquecido (ou fazia-se de mula!) até que perdi as estribeiras e enfurecida elhe disse que já chegava...ao qual ele responde: "Vê lá...! eu só estava a fazer o que me mandaram!"... (não me ocorre qualquer comentário, imaginem porquê!)
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| Foi assim, mas com mais espuma na boca. |
Óbvio que naquele dia esse rapaz passou a fazer parte da minha lista negra e no meu grupo de amigos ficou conhecido como o "power ranger"(na versão infantil) e Marco Paulo (na versão adulta) já que tinha o cabelo em forma de capacete! (...ya ya Rita..muito madura tu!)
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| Para mim ele é e sempre será o cor-de-rosa. |
Voltando à faculdade...
Durante 5 anos morei no Dafundo, numa zona residencial onde nada acontecia. A zona mais próxima ,com alguma agitação e movimento, era Algés.
Um dia, atrasada para fazer uma ecografia em Algés, resolvi estacionar o carro num parque (que estava quase sempre cheio), junto de umas bombas de gasolina. Nesse dia tentei a minha sorte! Havia apenas um único lugar e estava destinado a ser meu.
Estacionei, abri a carteira (havia sempre policia por perto!...nunca iria arriscar não por o ticket) e reparei que não tinha dinheiro (hábito frequente enquanto fui estudante!). Estava cada vez mais atrasada, sair dali não era solução pois era hora de ponta seria impossível arranjar novo estacionamento, foi então que parei para pensar, olhei em volta e arranjei a solução (ufa!).
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| Sentia-me assim. Vá...inteligente, pronto! |
Fui ter com o arrumador de carros e pedi-lhe dinheiro emprestado para o parquímetro. Quando o abordei e lhe expliquei a minha situação ele olhou para mim e disse:
"Dama, é na boa!"
Bem haja.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
O amor snifa-se?
Se me perguntarem quem sou, a primeira coisa que me vem à cabeça é: "sou mãe".
Então, só depois me detenho nas caraterísticas que me definem, da pele que me limita e que me dá forma, distinguindo-me dos outros.
Quando o meu primeiro filho nasceu percebi o que realmente era o amor. Chegava a "faltar-me" o ar de gostar tanto...achava que mais ninguém no mundo era mãe a não ser eu! (uma utopia que a maior parte das mães vive nas primeiras horas, dias...!)
Na segunda gravidez, apesar de me sentir mais segura, vieram mais medos, angústias e receios...mas também certezas! A certeza que, por mais difícil que fosse gerir a possibilidade do ciúme do mais velho, que iria amar a C. como se não houvesse amanhã! E assim é...(não me enganei nadinha!)
Mas, não fosse eu a miúda (33 anos dá ainda para chamar miúda, certo?) com alguns lapsos de memória, iogurtes fora da validade, com apetência a suceder coisas menos normais (ok..fora do comum..ou mesmo estranhas) este post seria tão normal como lavar os dentes ou beber um copo de água. Mas temo que não seja.
Ora recordemos a minha idade da adolescência, ou melhor, a idade das minhas parolices, popas no cabelo com laca new wave, argolas nas orelhas do tamanho da London Eye, descolorantes no cabelo, borbulhas, obsessão por jogadores de futebol do Benfica, Kurt Cobain, Axl Rose, Freddie Mercury, Linda Perry, Johnny Deep, etc, etc...e....perfumes!
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| E se estava!.... |
Sou um ser humano peculiar no que diz respeito ao meu sentido do olfato, no bom e mau sentido.
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| O meu nariz em forma de pessoa, mais coisa menos coisa. |
A minha capacidade tanto está para o reconhecimento de perfumes noutras pessoas e cozinhados gourmet como está para o reconhecimento de transpiração (ou dito de forma fina e elegante: "sudorese"), queijos fora do prazo, sopas envinagradas, canos entupidos, hálitos cetónicos, caspa (mesmo à distância), xixi de gato, etc. Posso dizer-vos que, na maior parte do tempo, é doloroso (penoso, excruciante, lancinante..deve chegar para vos dar a ideia!) possuir um nariz tão talentoso e inteligente (uiiiii....!!). (Curiosidade: Um dos meus passatempos favoritos, em adolescente, era descobrir quais os perfumes das pessoas!...Não devia ter mais nada que fazer!!!)
Seria então de esperar que algumas dificuldades de gestão olfativa me invadissem nos momentos mais difíceis de ser "mãe quando o pai agora não pode mudar a fralda senão vomita ou está cheio de dor de cabeça porque está 8h a trabalhar enquanto a mãe está de licença em casa!"...
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| Jan Miense Molenaar, Smell, 1637 |
Assumindo estas minhas esquisitices...e contra todas as expetativas eis que tenho algo a confessar!
Apesar do meu super olfato, há coisas que eu adoro cheirar nos meus filhos e que se fosse noutra qualquer pessoa eu estaria, no mínimo, em coma!
Apesar do meu super olfato, há coisas que eu adoro cheirar nos meus filhos e que se fosse noutra qualquer pessoa eu estaria, no mínimo, em coma!
Ora aqui vai a lista:
1. a cera dos ouvidos
2. o hálito quando acordam e bocejam
3. o "ranhoco" do nariz
4. as "bufas" inofensivas
5. os dedos dos pés
6. as unhas cheias de plasticina
7. cocó independentemente da consistência
8. as meias
9. o cabelo (sujo ou lavado)
Explicação para isto?....Não me parece...é apenas o amor em forma de cheiro!
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
A propósito...Se visses Jesus em "carne e osso" o que fazias?
A pensar no batismo da C. lembrei-me de um episódio que se passou comigo na catequese.
Ir para a catequese num sábado à tarde ou domingo de manhã e perder as brincadeiras com os amigos ou os bonecos do canal 1, não era propriamente o que eu e os meus irmãos mais gostávamos de fazer.
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| Ai que saudades... |
Mas..não tínhamos escolha! Há 25 anos atrás ainda não se falava muito sobre o poder de auto-determinação e o poder de escolha de uma criança...Em vez disso, ouvia-se muitas vezes a frase: "não tens quereres, é assim e pronto"!
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| "I have a dream!..." E ficávamos por aqui. |
O que é certo é que crescemos e aprendemos, sem grandes dificuldades em perceber a diferença entre o bem e o mal...e hoje, somos adultos "ditos normais" (pelo menos assim gosto de pensar!...)
Aos 6 anos, eu era um bocadinho tímida (quem diria?!), sobretudo calada. Era mais de observar do que expressar (entretanto passei, como todos, por uma espécie de metamorfose para níveis filogenéticos superiores...obrigado Prof. Dr Vitor da Fonseca!).
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| Evoluindo.... |
Por vezes, o meu comportamento chegava a ser anti-social..evitava o contato visual e escondia-me atrás da minha mãe... (Faz-me lembrar alguém! Como se costuma dizer: "quem sai aos seus não degenera!")
Na catequese eu também era assim...Assumia a personalidade de uma atriz de cinema mudo ou mutista como preferirem...(mutismo seletivo seria, de certo, o diagnóstico que a minha amiga psicóloga F. me daria!)
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| ya ya Obama...no need! |
Então, um dia na catequese, no momento de grupo (momento que eu temia sempre, não fossem fazer-me perguntas!)...a catequista perguntou aos miúdos (1º ano):
"Se vissem Jesus aqui ao pé de vocês o que fariam?"
E....As respostas foram inúmeras!...
"Pedia-lhe que não houvesse guerras"..."Pedia-lhe que fossemos todos amigos"...."Pedia-lhe paz no mundo"...etc etc...
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| Muah...muah...:) |
E eu, sentada e quieta na minha cadeira, contra a teoria de todas as probabilidades, levantei a mão e disse:
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Uma espécie de Brigitte Bardot da aldeia!
No início dos anos 90 enquanto uns andavam de bicicleta e skate e outros jogavam ao elástico, aos 3 pauzinhos e ao "mata", eu passava as tardes a perseguir gatas acabadas de parir a fim de descobrir o local dos gatinhos e assim garantir que a mãe não os abandonava!...Era uma verdadeira detetive! Tinha uma mala a tiracolo onde guardava migalhas de pão e uma lanterna!
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| Vai vai Gadjet vai! |
A minha paixão era tão desenfreada que, quando eu tinha 4 anos, apareceu um gato abandonado com incontinência fecal e que, lamentavelmente, "pintou" os cortinados da sala. Deixou a minha mãe à beira de um ataque de nervos! E ditou-lhe a sentença: rua!
Ora...eu agarrei no gato e fugi até a casa de um tio emigrante (mais ou menos a 100 metros de distância) e fiquei lá até começar a ouvir a minha mãe a chamar e anunciar um grande, mas muito grande ralhete ou "pequena" repreensão! (se fosse hoje...tinha a polícia e todas as televisões a fazer a cobertura do pseudo-suposto desaparecimento!). Mas...o que eu queria era salvar o gatinho!
O apogeu da minha investigação era, quase sempre, o momento do parto das minhas gatas! Especialmente quando se tratava da Ofélia, que tinha os seus filhos no armário da roupa dos meus pais! Era lindo!!! Naquela altura a minha missão era salvar os animais, custe o que custasse (mesmo que não estivessem necessariamente em perigo e a necessitar de serem salvos...)
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| O juiz decide está decidido...e pronto! |
Ora...eu agarrei no gato e fugi até a casa de um tio emigrante (mais ou menos a 100 metros de distância) e fiquei lá até começar a ouvir a minha mãe a chamar e anunciar um grande, mas muito grande ralhete ou "pequena" repreensão! (se fosse hoje...tinha a polícia e todas as televisões a fazer a cobertura do pseudo-suposto desaparecimento!). Mas...o que eu queria era salvar o gatinho!
O apogeu da minha investigação era, quase sempre, o momento do parto das minhas gatas! Especialmente quando se tratava da Ofélia, que tinha os seus filhos no armário da roupa dos meus pais! Era lindo!!! Naquela altura a minha missão era salvar os animais, custe o que custasse (mesmo que não estivessem necessariamente em perigo e a necessitar de serem salvos...)
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| Bambi e a Brigitte. Era mais ou menos assim. |
E assim sucederam os anos seguintes...
Na escola (talvez 2º ano...), aprendi como viviam as formigas e, lembro-me de ter imensa pena delas...
Recordo-me de pensar que elas deviam andar sempre cansadas e de me questionar se dormiriam.
Mas eu tinha de fazer alguma coisa!
Então, aproveitando os torrões de açúcar que a tia A. da França trazia nas férias, à revelia da minha mãe, levava-os e enfiava um por um em todos os formigueiros que encontrasse no quintal (e...eram muitos!)...
Bom, escrevendo e pensando sobre isto...acho que lhes tapava a entrada( e saída, óbvio) da sua casa...Talvez as formigas não me vissem bem como eu imaginava!
Na escola (talvez 2º ano...), aprendi como viviam as formigas e, lembro-me de ter imensa pena delas...
Recordo-me de pensar que elas deviam andar sempre cansadas e de me questionar se dormiriam.
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| Se fossem todas como esta...não precisavam de fazer horas a trabalhar! |
Mas eu tinha de fazer alguma coisa!
Então, aproveitando os torrões de açúcar que a tia A. da França trazia nas férias, à revelia da minha mãe, levava-os e enfiava um por um em todos os formigueiros que encontrasse no quintal (e...eram muitos!)...
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| Eram estes! |
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| Ops... |
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| Até tenho os pêlos dos braços arrepiados!!!!! Bolas!!! |
Voltando à minha paixão pelos animais...
Nos meses de chuva é muito comum fazer-se "queimadas" dos detritos da terra que se vão acumulando depois das culturas. Numa dessas queimadas com imenso fumo, achei que, tal como os humanos, a intoxicação por inalação do fumo também poderia prejudicar os animais. Os que se encontravam mais perto do local eram caracóis que vagueavam nas couves espigadas (olhando para trás...hoje acho que estavam felizes!) e que eu "salvei" um a um para dentro de um saco de plástico! Na altura alguém se esqueceu de me dizer que um saco não é propriamente adequado para refugiados moluscos gastrópodes...
E na crença de que eu fazia o melhor para eles (mesmo sendo questionável depois do que leram...)...relembro todos aqueles que da minha vida já fizeram parte, tornando-me um melhor ser humano.
E no presente: as minhas fiéis amigas...
Nos meses de chuva é muito comum fazer-se "queimadas" dos detritos da terra que se vão acumulando depois das culturas. Numa dessas queimadas com imenso fumo, achei que, tal como os humanos, a intoxicação por inalação do fumo também poderia prejudicar os animais. Os que se encontravam mais perto do local eram caracóis que vagueavam nas couves espigadas (olhando para trás...hoje acho que estavam felizes!) e que eu "salvei" um a um para dentro de um saco de plástico! Na altura alguém se esqueceu de me dizer que um saco não é propriamente adequado para refugiados moluscos gastrópodes...
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| "Deixem passar, vem aí, o bombeiro Sam! E o dia vai salvar, bombeiro Sam. É super corajoso! O Sam é o nosso herói." |
E na crença de que eu fazia o melhor para eles (mesmo sendo questionável depois do que leram...)...relembro todos aqueles que da minha vida já fizeram parte, tornando-me um melhor ser humano.
E no presente: as minhas fiéis amigas...
| Mia & Sushi |
Mamã Hitchcock!
Há uns tempos para disciplinar o meu V. em relação à obsessão em abrir as torneiras da casa de banho (e deixar a correr!) e puxar o autoclismo vezes sem conta fabriquei uma história que tinha apenas um objetivo: eliminar este comportamento.
Confesso que tenho tendência natural para o suspense e melodrama!...
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| Mamã Hitchcock! |
Determinada a dar o meu melhor, contei-lhe que havia um menino chamado Ebrima que vivia num país em África onde chovia muito pouco e, por isso, tinha muito pouca água. Antes de continuar a história...vou explicar o porquê deste nome.
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| Coca-Cola?...Não tem nada a ver. |
No 7º ano a professora de Inglês introduziu-nos num mundo de "penfriends" (era mais ou menos o facebook dos anos 90!) que ainda existe, que consistia selecionar um país onde queríamos corresponder com alguém e esperar que nos fosse atribuído um amigo. Ah...e, também, nós podíamos ser eleitos por outra pessoa (no meu caso, foi uma rapariga das Ilhas Maurícias que me chegou a enviar uma pena de um pássaro chamado "Dodo" ou uma réplica já que está extinto!). O Ebrima era o amigo da minha amiga S. e o meu era o Alpha, ambos da Gâmbia. Vibrávamos com as cartas deles! Adolescentes....
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| Adolescentes nos 90...oh God! |
Nas cartas que me enviava, fazia sempre pedidos...desde relógios a dinheiro! O Alpha via em mim uma esperança que, eu na altura não entendia! Só agora quando reli o que me escreveu é que percebi os constantes pedidos de ajuda...Talvez lhe volte a escrever 20 anos depois..
Quem nunca sentiu a adrenalina de receber uma carta? Era um acontecimento! Quem diria que hoje receber e escrever cartas está quase em vias de extinção....que nostalgia!
Voltando ao pequeno.
Então, o enredo era este: sempre que se gastava água sem necessidade o Ebrima recebia uma carta da Europa a dizer que os meninos estavam a estragar água, o que o deixava muito triste...pois ele, por vezes, nem água tinha para tomar banho! O Ebrima escrevia uma carta a esses meninos a pedir que o não o fizessem reforçando as consequências negativas desse comportamento...
A história resultou durante algum tempo. Sendo que o próprio V. chegava a dizer-nos "mamã, desliga a torneira, olha que o Ebrima manda uma carta!"....Entretanto parece que o objetivo foi cumprido e o comportamento extinto!
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| Big Bang: done or not...!? |
Até há uns dias...quando eu pensava que já estava tudo esquecido...dou com ele na W.C. com a água a correr em alta pressão...quando lhe pergunto:
"O que estás a fazer?"
"Estou a mandar um recado ao Ebrima!"
...
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| Why not?!.... |
Baseando-me nas leis da física quântica (ou não..!!)...o meu filho até pode ser um visionário!
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