Naveguem por este mundo sem validade!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Novidades!

Tenho um novo elemento na familia: a Xica, uma gata bebé. O marido não foi muito a favor da vinda da bicha. Mas fomos 3 contra 1. Os meus filhos não me falharam. A equipa da mamã venceu. O papá M.C. ficou encantado com ela até ontem...quando na sua hora de almoço teve de assistir a um festival de cocó. O moço teve (imagino eu...) um ataque de nervos. Limpou as patas fedorentas da gatinha com toalhitas de olhos e ouvidos para animais (desenrascou-se!). Pior, foi ter levado umas arranhadelas. [Ainda estou a pensar numa forma de dar a volta a este assunto numa de: "se calhar tu até tiveste a culpa". Logo se vê...]
Ah. O Salvador ganhou a Eurovisão e eu realizei um sonho de criança [já não se lembravam pois não?]. O Benfica foi campeão e o meu primogénito consolidou e assumiu efetivamente a mudança de clube (já falava na história de já não ser do Sporting há uns dois meses...). O papá M.C. está num turbilhão de sentimentos [coitado]. O Papa esteve perto da minha terra. Mas eu não fui vê-lo [sou um ser desprezível]. Gosto e admiro o senhor. É um bacana.
Posto isto, sexta-feira é dia de teatro com os meus mestres. A Gaveta, no Entrocamento. Quem por aqui passar, está convidado a assistir. 
Até já.
Os meus mestres, esta sexta-feira, dia 19 de Maio, no Centro Cultural do Entroncamento.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Ogre uma vez, ogre para sempre.

Então hoje é assim:
Amanhã faço anos. Estou em contagem decrescente. Esta manhã meti um creme de contorno de olhos na esperança de amanhã não me sentir velha. Esta noite repito o processo.
No domingo passado foi dia de fazer teatro. Fui uma ogre muito feia. Um orgulho, portanto. Depois da teatro, entrei em modo mãe. O pequeno V. estava a precisar de ser visto por um médico. Fomos ao hospital. Voltámos 3 horas depois. Cansada, deitei-me. No outro dia antes de sair para levar os miúdos à escola, lembro-me que não me penteei. Quando me vi ao espelho percebi que me tinha esquecido que no dia antes eu tinha sido uma ogre. Uma ogre daquelas que parece que saíram de um caixote do lixo. Caíram coentros da minha cabeça. Muitos. Não tive tempo de lavar o cabelo, estava em cima da hora. Na expectativa de que ninguém percebesse no trabalho, remediei o assunto (não vou entrar em pormenores é demasiado embaraçoso). Chego ao trabalho, abro a agenda e reparo numa reunião importante com Doutoras da Universidade. 
"F***" - Pensei.
Fui a casa. Voltei perfumada e airosa. A reunião correu mais ou menos. 
E para vocês terem uma ideia, eu estava assim:
Eu.
Peça de teatro "Aquilo" in https://www.facebook.com/O-Alguidar-Grupo-de-Teatro-Amador-794925680613842/

sexta-feira, 31 de março de 2017

Conversas com o meu filho #22

No WC, antes do banho, o V. começa a dar murros no ar (estava a treinar karaté) e pergunta-me:
- Mamã, eu estou a dar murros ao Jesus?
- Porquê?
- Então, tu uma vez disseste que ele estava em todo o lado.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Na minha gaveta...

...guardo o bom e o mau.  Guardo o silêncio da injustiça e o clamor da justiça. Guardo a espera e a pressa. Guardo o respeito, o meu e o dos outros. Guardo em mim as palavras que não digo, que não me dizem, que nunca me dirão. Guardo em mim a certeza de querer o melhor de mim e dos outros. Guardo a calma da verdade. A minha. Aquela que deixou de ter voz. Aquela que foi julgada e se mantém em hibernação forçada. Aquela que está na minha gaveta. 
Vou lá deixá-la por tempo indeterminado.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Querem saber como tornar a inspeção do vosso carro menos demorada?

...experimentem ir com a carro a feder a vómito da gastroentrite do vosso filho de 5 anos, umas horas antes. Não me pareceu, de todo, uma boa ideia (era impossível lavar estofos antes...prazos a acabar!), mas resultou.
...E eu limpei com lava-tudo, lixívia, vaporizei com neutralizador de odores e tudo. Imaginem se não o tivesse feito?

segunda-feira, 20 de março de 2017

Não é o que todas as mães fazem?

Um destes dias, o mais velho brincava com a irmã mais nova aos “nascimentos”. Por todo o lado nasciam bebés. Os bebés vinham em modo de cobertores, mantas, malas e até um casaco serviu para o efeito. Tudo vale no faz de conta. Atarefados, no corredor, o mais velho anunciava:
“Mamã, olha aconteceu uma coisa maravilhosa. Nasceu mais um bebé.” A mais pequena trazia os cobertores enrolados, pedia o silêncio aos adultos (tinha um bebé ao colo e não se podia fazer barulho) e o mais velho, médico responsável dos partos, dava todas as recomendações à mais recente mamã, a pequena. Estiveram nisto toda a manhã.
Enquanto isto acontecia, a televisão e o telemóvel lembravam-me os acontecimentos mais marcantes daquele inicio de dia. Não eram boas as notícias. Quase nunca o são. Quase sempre me situam numa realidade que eu preferia não estar. Um mundo do avesso com pretensões de andar direito.
Questiono o futuro e, confesso, sinto algum medo. Medo que os meus filhos percam a inocência de acreditar na magia do arco-íris, no rir sem preconceito, no abraçar seja quem for, na esperança de acordar em dias melhores.
Olho de fora e vejo o que está dentro. Comprometo-me na árdua, mas tão gratificante tarefa de preencher o “dentro” com aquilo que uma mãe consegue e acha necessário, para que os filhos cresçam, vivam e sonhem neste mundo sem medo.
Não é o que todas as mães fazem?
O meu amor em forma de abraço.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Pack de 6 iogurtes! Tenham lá paciência...

Ponto número 1: Tenho tido dias de cão. Dias em que as ideias não fluem e os dedos não teclam. Dias de muitas horas acordada. Dias exigentes. Dias de inquietude.

Ponto número 2: Este post vai reunir os melhores seis iogurtes dos meus últimos dias.

Iogurte nº 1: Um dia destes fui às compras na hora do almoço. Guardei religiosamente o saco do supermercado no frigorífico do meu trabalho. Lá dentro encontravam-se todos os ingredientes para o jantar da família.Nota importante: havia outro saco idêntico no frigorífico, mas da concorrência. Saio do trabalho, levo o único saco que se encontrava dentro daquele eletrodoméstico e uma hora depois, com avental vestido e tachos ao lume, abro o saco e deparo-me com uma triste realidade: o saco não era o meu. Aquele tinha dois tupperware's com comida. Dei voltas à minha cabeça e descobri quem teria levado o meu saco por engano. A pessoa ainda duvidou mas eu insisti. Caramba, eram as minhas alfaces, os meus iogurtes e as minhas beringelas. 

Iogurte nº 2: Andei quatro dias com uma dor persistente no olho direito. Tinha momentos de completa escuridão e dor. Pensei que estava a iniciar um processo de doença degenerativa ocular. Temi o pior. Fui a uma optometrista. Queixei-me e ela observou-me. Mistério resolvido. O meu olho albergava dois grãos de areia. Como foram ali parar? (perguntam) Uns dias antes tinha comprado um esfoliante com sílica. Ya. Nunca ninguém me explicou que eu não podia esfoliar os olhos! Agora já sei. 

Iogurte nº 3: Um dia destes fui a Lisboa. Levei comigo duas colegas do trabalho. Mais velhas que eu (mas em muito bom estado de conservação), a temer pela minha atenção na estrada, foram fazendo algumas advertências tipo "cuidado, olha aí o carro da esquerda"..."não vale a pena ultrapassares"..."temos tempo, vai com calma". À vinda, em pleno cruzamento na Avenida da Liberdade (aqueles com linhas amarelas, onde me ensinaram que não se deve ficar parado), fico parada. A antever o pânico das minhas colegas e alguns nervos, eis que perante aquela situação teço o seguinte comentário: "olhem eu não estou aqui nada bem, mas o que está atrás de mim está bem pior". Penso que as reconfortei.

Iogurte nº 4: De manhã, muito à pressa, reparo na dificuldade em vestir as meias. Não liguei e não desisti. Primeiro pensamento: encolheram na máquina. À noite, a despir-me eis que o V. observa o seguinte:
- Mamã, levaste as minhas meias para o trabalho? 

Iogurte nº 5: Não tenho jeito para a moda, eu sei. Quando tenho tempo, vou ao espelho e faço uma análise crítica sobre as minhas escolhas. Momentos como esses são raros. Mas quando os tenho, penso na minha inocente avaliação e tenho pensamentos como este: "até nem vou assim muito mal vestida, vá".  Este pensamento dura apenas até ao momento em que nos dizem:
- Ai vens de verde! Também tenho uma roupa dessa cor. Mas não sei bem com o que é que fica bem. Deixa lá ver-te.  (pausa para o cortex visual processar a minha imagem) . Gosto de tudo, menos das sapatilhas. 
E, naquele dia, o que eu mais gostei foram as sapatilhas. 

Iogurte nº6: Na noite de Carnaval, a minha casa foi acometida pelo flagelo dos ovos. De manhã, quando me deparo com aquele cenário, o que me veio logo à ideia foi: "mas eu ontem fui às compras? Não me lembro de ter partido tantos ovos! "
Acho que tenho mesmo de dormir mais.



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A minha mente é F****

Apareceu um morcego dentro da minha casa. Mudo e quedo, o gajo estava a dar-se como morto. O corajoso marido foi buscar uma pá e levou-o para a rua. Afinal, estava vivo. Lançou-se logo aos céus no fresco da noite. Foi coisa que não assisti. Dizem que é mamífero. Ya, para mim é um rato com asas. 
Nesta noite, a labuta da minha mente horrorosa foi andar a tirar morcegos do meu cabelo. 
Querem saber porque sonhei com esta cena manhosa?
Porque tenho um marido muito fofinho e que lembrou que o perigo dos morcegos nas pessoas é ficarem presos no cabelo.
Obrigadinha M.C. pela imagem e pelas horas de terror que vivi esta noite.
Tão fofo.



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Conversas com o meu filho #21

Hoje, a caminho da escola, a rádio relembrava o aniversário do Kurt Cobain. O V. conhece os Nirvana desde bebé [culpa dos pais] e diz-me o seguinte:
- Mamã o Kurt Cobain fazia quantos anos?
- 50 anos, filho.
- Então hoje o Jesus está a fazer uma festa para ele no céu!
- Pois se calhar está!
Sorri por dentro, orgulhosa do coração inocente do meu menino. Quando eu pensava que a conversa ficava por aqui...ele acrescenta:
- Então se ele faz 50 anos hoje, ele ainda não é reformado.
[isto enquanto ouvíamos "Come As You Are"]
E o dia começou assim, perfeito.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Update.

Nos últimos dias tenho adormecido às 21h. Adormeço com a C. Acordo passado 2h a achar que já é de manhã. Vou ter de repensar a minha estratégia para me manter acordada pós 21h. Não tenho visto t.v., nem telefilmes românticos. Só tenho ouvido rádio. Estou um pouco limitada no acesso à informação.
Ontem foi dia de São Valentim. De manhã andei a espalhar amor pelos meus mestres [não me perguntem em que propósitos. É embaraçoso.] e à tarde houve um baile com músicas de qualidade dúbia.
Em casa, eu e o M.C. não temos datas para as cenas. Mas em todo o caso, posso considerar que ontem, sempre houve um ato de romantismo lá em casa: o M.C. foi estender a roupa por iniciativa própria. 
Tenho de me mascarar no trabalho. Faz parte. Estou em pânico, não gosto de me mascarar. O Carnaval e eu, é tipo água com azeite. Tenho trauma desde que me confundiram com uma senhora da vida noturna, quando na verdade, eu estava mascarada de morango [pelo menos, era essa a minha ideia].
Hoje rugi como um leão. Faço-o sempre que sinto alguém em perigo. Danado instinto que não controlo, mas que me guia no bom caminho.
E era isto.
A família perfeita.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

A propósito das 50 Sombras de Grey..

Uma amiga perguntou-me:
- Já viste o filme ou leste o livro?
- Epá não! Mas vale a pena?
- Sim, vale. É assim intenso e coiso.
- A sério?
- Sim, depois de veres dá vontade...tu sabes!
-Ah... - respondo com alguma admiração.
- Então e tu foste ver quando?
- Por acaso, foi uma coisa até engraçada. O primeiro filme não sabia bem como era então levei o meu namorado e o meu pai ao cinema.
...
Segundo a minha amiga, o pai não fez qualquer comentário.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Sem que eu pedisse ou deixasse

Veio e pousou sobre mim. Sorriu enquanto esfaqueava o meu sonho. Sadismo puro em moléculas de oxigénio. Inalei sem reservas ou máscaras. O que havia eu de temer? 
Lado a lado, presa ao remorso, caminho descalça na esperança que o terreno seja liso e sem pedras. Não tenho sorte. Tenho o destino deste dia calcificado e sem liberdade de movimentos. Tenho os pensamentos em camisas de força. 
Veio e pousou sobre mim sem que eu pedisse ou deixasse.
E agora venho para aqui um bocadinho.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Sem comentários

Olhem lá para a minha última cena "eu sou uma gaja fixe que tem a mania que compreende os pré-adolescentes".
- Fixe pá, choca aí! - digo eu a fazer voz grossa, com a mão em punho para fazer o gesto.
- Quem choca são as galinhas - diz com ar sério e enojado.
E eu fiquei assim.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Awkward!

Caramba...o tempo está a passar depressa demais! Ainda ontem, tinha a minha barriga gigante e o pequeno V. a perguntar como era possível estar lá dentro um bebé. E agora quase dois anos e meio volvidos...a pequena C. já revela um caráter peculiar: dá puns e chama-me, numa felicidade enorme, para eu "cheirar". Depois deste momento, ri-se.
É sangue do meu sangue, nasceu dentro de mim, não há dúvidas. Mas, bolas...onde é que ela aprendeu esta m****??
É mais ou menos este a cara.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Che Guevara rocks!

Conversas paralelas entre dois dos meus mestres.
- Pareces-me cá um Che Guevara! - diz o primeiro.
- Tu é que és! - responde o segundo.
Resolvo meter-me.
- Mas vocês sabem o que é o Che Guevara?
- Sei. É um perfume.
E o dito deu três voltas no túmulo!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Parece que houve um tremor de terra na minha zona...

...o M.C. sentiu a casa toda a estremecer mas eu, deveria estar no sono profundo [coisa até rara em mim], que não senti nada. 
Hoje, no trabalho, o assunto predominante era esse.  Embutida deste espírito de camaradagem de sobreviventes após tremor de terra [apesar de não ter nada para dizer], resolvi abordar uma colega de trabalho da seguinte forma:
- Então, também sentiu o tremor de terra?
- Não. Quer dizer, eu pensei é que me estava a dar uma coisa qualquer.
E na minha cabeça, a imagem mental da minha colega a tentar perceber o fenómeno foi mais ou menos esta: 




segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Nunca, mas nunca resolvam avançar...

...senão trouxerem convosco a morada certa.
Filosofia a esta hora? Nada disso. Não vos faria uma coisa dessas.
Ontem, fui com a pequena C. a uma festa de anos de uma amiguinha da escola. Até aqui tudo certo, não me tivesse eu armado em "Xica Esperta". Deixei o convite em casa [confio muito no meu instinto, mas às vezes lixo-me] e fui à aventura com o seguinte pensamento 'deve ter balões na rua e por isso, fácil de identificar'.
Eram 4 casas seguidas [ou três...já não lembro muito bem], passo na primeira e não vi balões...passo na segunda e vi uma janela aberta, crianças ao colo e muitos carros cá fora. 'Só pode ser esta' digo para a pequena. Avancei portão adentro, olhei descaradamente para o ambiente da festa a ver se via alguém conhecido [mas não trazia os óculos. Ao domingo gosto de meter estilo e nunca os uso, mesmo que para isso não consiga focar matrículas de carros imediatamente à minha frente]. 
Percorri cerca de 300 metros de carro, dentro daquela casa [tinha um quintal/jardim grande para catano!], fiz inversão de marcha junto ao canil dos donos da casa e percebi que estava no sítio errado.
Já na estrada principal, com o corpo a transpirar de vergonha, lembrei-me que tinha o número de telemóvel da mamã da aniversariante.
Por sorte ou azar, o puto da casa errada também fazia anos. Arre diabo que não acerto uma!

Para a próxima vou à Maria Helena fazer uma consulta.
(retirado de: http://consultoriodeastrologia.blogs.sapo.pt/bola-de-cristal-1236500)


domingo, 29 de janeiro de 2017

Vou ter de repensar a vida da minha família.

Querem perceber o porquê desta minha reflexão urgente?
Cá vai.
Na sexta-feira passada vi o 'Preço Certo' [eu sei, até vocês estão com dificuldades em ler isto], hoje de manhã a pequena C. de 2 anos viu os Power Rangers com o irmão mais velho, de 5 anos. Para não falar do M.C...esse continua naquele misto de "pânico e amor" [continuo sem entender como é que isto é possível], que em vez de comer tremoços, come unhas enquanto vê o seu tão adorado Sporting. 
Comentários a isto?
...
Pois, bem me parecia.
Desligar a t.v. pode ser a solução.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Salas de espera. Sim. Salas de Espera.

Um dia destes, numa sala de espera [não vos vou dizer qual ou onde ou mesmo quando... era demasiado embaraçoso, até para mim!] resolvi sentar-me ao lado de uma senhora [minha conhecida e única pessoa presente na sala] por simpatia e, para de certa forma, fazer-lhe companhia [eu achava que ela precisa da minha companhia. ' Que presunçosa mamã iogurte']. Tipo "boa samaritana", uma fofa simpática...entendem a cena? [de futuro, questionem-se sempre quanto a ideias como esta].  
Passados alguns minutos, já eu 'transpirava' de angústia pois estava a dar o meu melhor em desbloqueadores de conversa e não conseguia obter diálogo da dita, apenas conseguia respostas telegráficas, tipo "sim", "não", "acenos da cabeça", "esgares" até que comecei a achar que a senhora estaria zangada ou irritada com a minha presença.
Assolou na minha mente o pior.
'O que é que eu fiz?' 
' Cheiro a transpiração?'
' Cheirar mal da boca?! Mas eu lavei os dentes...'
Até que o mistério foi desvendado.
A senhora, muito tranquilamente, disse-me o seguinte [deve ter notado a minha inquietude]:
- Desde que aqui chegaste que estou a controlar os meus gases. Vais ter de sair, porque eu já não aguento mais guardá-los. Tenho andado em crise desde que comi grelos no domingo.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

A mamã iogurte faz 2 anos!

O meu primeiro post foi escrito à lareira, enquanto a pequena C., de 3 meses de idade, fazia mais uma das suas muitas sestas [depois de lhe ter tirado um gigante cocó que lhe chegou quase até às costas]. 
A escrita sempre foi uma paixão antiga que estava adormecida até ser mãe pela segunda vez. Este tão importante acontecimento na minha vida fez borbulhar a inércia dos meus dedos e trouxe o desejo de trazer para fora o meu "dentro". E assim nasceu o blog.
Ser mãe pela segunda vez aumentou o que tenho de bom e o que tenho de mau. Aumentei o amor, a capacidade de entrega, a felicidade no corpo, entre outras coisas boas. Mas há sempre um reverso na medalha. E de acordo com esta tão fatídica conclusão, aumentei o meu alheamento, a minha distração, reduzi em 90% o espaço destinado à memória...e, por mais incrível que ainda seja, persiste em mim a tendência absurda para deixar passar a validade das coisas, especialmente a dos iogurtes. 
Aprendi que rir sobre mim é o melhor antídoto para os dias tristes. E por isso, o blog continua a fazer-me sentido.
Obrigada a quem por aqui passa.
A vocês, o meu respeito.
Mamã iogurte, eu mesma.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Tu percebes que algo de errado se está a passar contigo quando...

...sais de casa com o cabelo molhado, com a temperatura de -1ºC e usas a chauffage do carro no máximo para secares o cabelo no caminho de casa para a escola da C., da escola da C. para a escola do V. e da escola do V. para o trabalho.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Preocupações dos meus mestres.

Sou meia bipolar do espírito. Assumo. [Mas não do espírito santo, alto aí! Não confundamos]. Gosto de desafiar o tempo, as cores, a gravidade...Sou meia assim. Mas os restos dias, sou meia normal. Posso definir-me "meia assim e meia normal", mesmo sem saber bem o que é "assim"? 
Vamos a um exemplo.
Acordo muitas vezes e visto a primeira coisa que me aparece na gaveta. E depois acrescento com a primeira coisa que aparece na segunda gaveta. E assim sucessivamente. Às páginas tantas, o meu estado de espírito é revelado naquilo que visto. Fico nua, mesmo vestida! E os mestres lá do meu trabalho, captam tudo. Tipo "infravermelhos" de super-homem. 
Um destes dias, a minha irreverência transbordava até pelos pêlos do nariz, quando um dos meus mestres passa por mim e faz o seguinte reparo:
- Tu não tens frio de collants? - pergunta.
- Não. - respondo.
- Ai valha-me de Deus que às vezes parece que não tens juízo nenhum. Trazes uma saia num dia com tanto frio!
- Pois trago. Foi a primeira coisa que me apareceu.
- Queres que eu vá a tua casa dizer-te o que podes vestir? 
- Mas porquê? Estou assim tão mal? - perguntei insegura.
- Não! Não quero é que fiques doente.
Parecido, mas não com tanto estilo.



sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Tóxicas como o ácido.

Posso fazer esta metáfora? "Tóxicas como o ácido"? Malta da química e afins pronunciem-se que disto eu não percebo nada.
Um dia destes apareceu-me uma pessoa assim: tóxica. Mandou-me o seu charme envenenado e eu levei por tabela. Como me refiz desta inalação fedorenta da pessoa tóxica?
Fui aspirar a casa na minha hora de almoço.
Mas quando penso nisto, vejo como foi ridículo a minha forma de me purgar de gente assim. Tracei um novo plano. Quando me voltar a deparar por situações idênticas vou criar imagens mentais do que eu gostaria que acontecesse e assim pode ser que não precise de gastar gasóleo, nem energia.
Estava a pensar em algo assim do género:
Parece-me aceitável, certo?


quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Ressaca.

Faz hoje precisamente 26 dias seguidos que toda a minha família vê o Frozen. Estou há cerca de 12 horas a ressacar o Olaf. 
Posto isto, alguém com soluções para este problema?
Sei muito bem onde te enfiava essa cenoura!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Um flagelo em grande!

A sala do V. foi acometida pelo flagelo da piolhagem. Este fim-de-semana a malta levou um recado para casa para todos procederem ao piolhicídio. Como mãe orientada (assim gosto de me definir) lá tratámos da prevenção dos bichos, uma vez que o pequeno V. ainda não demonstrava sinais de hospedagem dos ditos. 
Ontem à tarde quando fui buscar o pequeno à escola, tenho um encontro com três meninas da sala  que, muito despachadas, iniciam e rematam a nossa espécie de conversa desta forma:
- Então meninas tudo bem? - pergunto.
- Ya! Nós temos bué piolhos - diz a primeira.
- Desculpa lá, eu tenho mais!- diz a segunda.
- Epá, que chatas! Temos todas piolhos pronto! - remata a terceira. 

É isto.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Encontros no shopping

Quem nunca cedeu à tentação de se enfiar num shopping em plena hora de ponta de saldos? 
Alguém por aí?
Ya, eu assumo. Já fui vítima do meu próprio cérebro reptiliano (montes de vezes!) Sou vítima do meu instinto animalesco que me obriga a comprar cenas muito abaixo do preço e que depois acabo por nunca usar [pausa, para me dar duas bofetadas...já está.]
Bom, mas o post de hoje não é sobre isto. Poderia estar para aqui a dissertar sobre a inflação, os lojistas, os looks, as pechinchas...mas a minha cena não é bem por aí.
[voltando ao shopping].
Sim, estive lá num desses domingos. Fomos comprar tinteiros para a impressora. Combatemos as filas (que remédio!), o M.C. bufou mais que o costume. O V. e a pequena C. tiveram que andar naqueles bichos que comem euros só para "abanicar" (existe esta palavra?) e espalhar magia musical nos corredores...entre outras coisas.
Enquanto o M.C. ficou na fila, o mais velho estava no cinema com a tia e eu fiquei com a pipoca ambas sentadas, num banco nada confortável, a "ver a banda passar". Até aqui tudo normal. Minutos depois,  fomos interrompidas por um senhor. Parecia que queria conversar, mas o que aconteceu a seguir não passou de um monólogo, pouco ou nada educativo, mas o suficientemente interessante para eu o "blogar" aqui.
Passo a contar-vos.
[Senhor na casa dos 70 e picos, dirigindo-se para a pequena C.]
- Ò menina, o tempo está bom é para ti. Eu também já tive a tua idade, sabias?
[Pausa. A C. olhava atentamente enquanto a chupeta se movimentava cada vez mais rápido]
(...)
[Senhor na casa dos 70 e picos, não obteve resposta da C., que por sua vez tem dois anos e estava a curtir umas chuchadelas...direciona o seu olhar para mim]
- Sabe senhora, eu sou viúvo há quase um ano. Tenho uma história muito triste. A minha mulher coitadinha trabalhou sempre na mesma fábrica. Era uma escrava do trabalho. Vinha para casa e fazia tudo enquanto eu me ocupava dos pinhais e dos terrenos. Um dia foi-se sentar no sofá, adormeceu por lá. Eu não fiz caso. No outro dia, quando me levantei estava lá morta. Mortinha. Ai coitadinha....
- Pois. - rematei.
[Mas ele não rematou. Continuou]
- Agora, tenho um filho a trabalhar em Lisboa e outro que estava na França que voltou para o pé de mim. Assim vou tendo alguma companhia. Mas ainda lhe digo mais...eu não me importava de ter alguém, assim uma senhora séria. Só para fazer o amor. Mas, como eu tenho dinheiro no banco, muitos terrenos e pinhais com pinheiros...elas querem é rapar-me os tostões! Então assim não quero nenhuma em casa. Essas são umas chulas. Então quando estou muito precisado, vou ter com elas e pago. Não ofendo ninguém, não é menina?
- Pois. - voltei a rematar.
[Mas ele não rematou. Continuou]
- Você não leva a mal o que eu estou para aqui a dizer pois não? É que não tenho com quem conversar e às vezes venho ao shopping e converso com as pessoas que por aqui andam.
[imagino]
E, num milagre, o M.C., chegou e eu despedi-me do senhor.
[Aqui para nós que ninguém nos "ouve", ò miúdas parece-me um bom partido, hein?]

Universo: Menos, mamã iogurte, menos!
Mamã Iogurte: Certo.
Era assim, meio parecido com este.